Chuva forte causa alagamentos na cidade de SP, bloqueios em vias e deixa mais de 80 mil imóveis sem luz

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Chuva atinge SP, e Defesa Civil emite alerta severo Uma forte chuva atinge a capital paulista na tarde desta terça-feira (27), causou alagamentos, bloqueou temporariamente vias importantes como a Rua da Consolação e a Avenida 23 de Maio e deixou mais de 80 mil imóveis sem luz na Grande São Paulo. Entre as 15h e as 16h45, toda a cidade ficou em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo. A Defesa Civil emitiu alerta às 15h16 informando que uma chuva forte estava se espalhando pelas Zonas Sul, Oeste e Central de SP. Segundo os Bombeiros, das 14h às 18h28, na capital e na região metropolitana, foram 33 chamadas para quedas de árvores, uma chamada para desabamentos e quatro, para enchentes. Com a chuva e queda de árvores, Enel informou, em seu boletim das 16h, que 80.003 imóveis da Grande São Paulo estavam sem luz. Às 18h30 eram 69.057 clientes no escuro. O trânsito chegou a 539 km às 16h30, segundo a CET, e, às 18h, eram 498 km. VÍDEO: árvore gigante derruba portão, entorta postes e cai sobre padaria na Zona Sul de SP O temporal também atingiu Guarulhos e, no Aeroporto Internacional de São Paulo, oito voos foram direcionados para pousar em outros locais. Por conta de um alagamento intransitável na Av. Vinte e Três de Maio, a CET chegou a bloquear os dois sentidos da via, próximo ao Viaduto Euclides Figueiredo. Pouco depois, a circulação foi normalizada. Na Rua da Consolação, a queda de duas árvores, uma na altura da Rua Dona Antônia de Queirós, e outra, na Rua Sergipe, também provocou o bloqueio da via. Por volta das 17h58, o trânsito foi parcialmente liberado no sentido da Avenida Paulista. Um vídeo enviado à TV Globo mostra pontos de alagamento no Terminal João Dias, na Zona Sul de São Paulo (veja acima). Outro alagamento foi registrado na Avenida Guarapiranga no sentido bairro–centro, região de Capela do Socorro, também na Zona Sul. Segundo o CGE, o ponto crítico ficou próximo à Rua José Rafaeli. O tenente da Defesa Civil estadual Maxwel Souza afirmou à TV Globo que a chuva perdeu força, e que a temperatura estará em ligeira elevação nas próximas horas. "A chuva não tem mais força para voltar hoje, diferente de amanhã, quinta e sexta, quando volta a chover de novo." Pontos de alagamento no Terminal João Dias, na Zona Sul de São Paulo, nesta terça-feira (27) Jardim São Luís News De acordo com o CGE, essas chuvas podem atuar até o início da noite e têm potencial para raios e rajadas localizadas de vento, o que eleva o potencial para formação de alagamentos e queda de árvores. Medidas simples podem amenizar os efeitos dos alagamentos: Evite transitar em ruas alagadas Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas. Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda; Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios; Planeje suas viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas; Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias. Após chuva, árvore gigante cai na Rua da Consolação, e CET bloqueia o sentido Centro da via Reprodução/TV Globo Alagamento na Avenida 23 de Maio, em SP Reprodução/TV Globo Terminal João Dias, Zona Sul de SP, com ponto de alagamento nesta terça-feira (27) Mapa da cidade de SP mostra todas as regiões em estado de atenção para alagamentos Reprodução/CGE Alagamentos na capital paulista Um levantamento exclusivo da TV Globo, com dados municipais, mostra que os alagamentos e as inundações causados pelas chuvas estão cada vez mais frequente na capital. Oficialmente, a prefeitura faz uma separação entre o que é alagamento e o que é inundação. Alagamento é o acúmulo de água da chuva nas ruas, principalmente em locais mais baixos, por falta de drenagem ou escoamento. Já a inundação é quando o excesso de chuva faz um rio ou córrego transbordar, e a água cobre as áreas do entorno. Coisas diferentes, mas com algo em comum: as duas cresceram no ano passado na cidade de São Paulo. Foi registrada uma alta de 31% no caso dos alagamentos e de 61% nas inundações na comparação com os registros de 2024. Para o professor Anderson Kazuo Nakano, da Universidade Federal de São Paulo, a cidade precisa investir em alternativas para reter a água da chuva. “Sair dessa lógica e dessa solução única dos piscinões, pensar diferentes tipos de lagoas e formas de retenção de águas da chuva nos rios, nos córregos, em pontos mais altos da cidade, para evitar que seja lançado uma grande quantidade de água nas ruas, nas avenidas, principalmente ladeiras, que provocam essas enxurradas. É com grande força, com grande energia, que arrasta os carros e mata as pessoas.” Só nesse começo de verão, pelo menos quatro pessoas já morreram na região metropolitana em decorrência desses acúmulos de água. No último domingo (25), o funcionário público aposentado Romeu Maccione Neto, 75 anos, morreu afogado em uma enchente na rua onde morava, na Vila Guilherme, na Zona Norte de São Paulo Tempo de chuva na Zona Sul de SP no último domingo (25) Paola Patriarca/g1

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/27/dia-vira-noite-chuva-se-espalha-e-toda-a-cidade-de-sp-entra-em-estado-de-atencao-para-alagamentos.ghtml


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