Cobra camuflada captura e engole pássaro em flagrante na mata; veja imagens
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Cobra camuflada captura e engole pássaro em flagrante na mata
O biólogo e herpetólogo Willanilson Pessoa registrou um flagrante impressionante da natureza no município de Oriximiná (PA): uma cipó-bicuda-da-amazônia (Oxybelis fulgidus) predando um sanhaço-da-amazonia (Thraupis episcopus) em meio à vegetação.
A cena mostra o momento em que a serpente captura e começa a engolir a ave, um comportamento que, segundo especialistas, faz parte da biologia da espécie.
De acordo com Pessoa, embora a cena possa surpreender quem vê, a predação de aves por serpentes é relativamente comum na natureza.
“As aves têm vários predadores. Elas podem ser predadas por mamíferos, lagartos, peixes, invertebrados e, principalmente, por serpentes”, explica o herpetólogo.
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Biólogo registra cobra-cipó predando sanhaço na Amazônia
Willanilson Pessoa
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No caso da cobra-cipó-da-amazônia, esse tipo de ataque é esperado. A espécie é arborícola, vive principalmente nas árvores, e costuma capturar presas que pousam nos galhos próximos.
Segundo o especialista, a serpente utiliza uma estratégia de caça conhecida como “senta e espera”. Em vez de sair procurando alimento, ela permanece imóvel e camuflada entre os galhos, aguardando a aproximação da presa.
“Ela fica extremamente camuflada e paradinha no galho. Quando a ave pousa perto, a serpente dá o bote e captura”, diz.
O flagrante foi feito em Oriximiná (PA)
Will Pessoa
Nem todas as aves, porém, podem virar presa. O tamanho da cobra limita quais espécies ela consegue engolir.
“Não é qualquer ave. Precisa ser um animal que caiba dentro dela. Passarinhos menores, como pardais ou cambacicas, por exemplo, podem ser predados”, afirma.
A camuflagem também é considerada essencial para o sucesso desse tipo de caça. A coloração da cipó-bicuda-da-amazônia permite que ela se misture facilmente à vegetação.
A cena mostra o momento em que uma cobra-cipó-da-amazônia (Oxybelis fulgidus) captura e começa a engolir um sanhaço-da-amazonia (Thraupis episcopus).
Will Pessoa
“Sem essa camuflagem, as aves conseguiriam enxergar o predador e evitariam pousar perto”, explica o biólogo.
Apesar de muitas pessoas sentirem pena da ave ao ver cenas como essa, o pesquisador ressalta que esse tipo de interação é parte fundamental do equilíbrio ecológico.
“As pessoas ficam com dó do passarinho, mas isso é o ciclo da natureza. As interações entre predador e presa ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas”, afirma.
Cipó-bicuda-da-amazônia (Oxybelis fulgidus)
Will Pessoa
Além do impacto visual do flagrante, registros como esse também têm valor científico. Mesmo quando o comportamento já é conhecido, cada observação pode trazer novas informações sobre a dieta e o comportamento das espécies.
“A gente sabe que essa serpente predava aves, mas cada registro ajuda a entender quais espécies ela consegue capturar”, conclui Pessoa.
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