De zero a 20 em quatro anos: número de startups cresce em Bauru e impulsiona inovação no interior de SP
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Cresce o número de startups de tecnologia e ciência no centro-oeste paulista
As startups, empresas inovadoras ligadas à tecnologia e à ciência, aumentaram consideravelmente no centro-oeste paulista nos últimos anos.
Em 2021, por exemplo, não havia registros de startup em Bauru (SP). Após quatro anos, o município conta com 20 empresas, de acordo com dados da Fundação Seade.
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Já no estado de São Paulo, o crescimento é ainda maior: passou de seis registros para 1.881 no mesmo período.
Número de startups saltou de 6 para 1.881 no Estado de São Paulo entre 2021 e 2025
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Para auxiliar no desenvolvimento desse modelo, há as incubadoras: organizações que ajudam financeiramente nos estágios iniciais das empresas, como é o caso da Saruê, presente no campus da Unesp em Bauru. A iniciativa tem como objetivo transformar a ideia em um modelo de negócios.
“Essa incubação tem um período em que esse projeto, essa empresa que está sendo criada e gestada, vai passar por todas as etapas de gestão, finanças, marketing, para estruturar o seu plano de negócios e fazer com que o seu negócio saia do papel e se torne uma realidade”, explica Hermes Moretti da Silva, coordenador executivo.
A Saruê funciona na Unesp de Bauru e recebe empresas de bases tecnológica e científica
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Na startup Sante Science, a bióloga Marcela Rodrigues de Camargo desenvolveu um alimento para animais e humanos com câncer. Por meio da empresa, a qual comanda ao lado do marido, Pedro Vannini, eles estão na etapa final de validação e, em seguida, vão tentar a venda do produto.
“A incubadora deu todo esse apoio para como fazer uma pesquisa virar uma empresa, o suporte que você precisa ter de conhecimento de finanças, de contabilidade, de marketing. Então, tudo isso foi sendo adicionado e é fundamental a gente ter alguém junto que sabe como fazer”, destaca o sócio da empresa.
A startup Sante Science é comandada por Marcela Rodrigues de Camargo e Pedro Vannini
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A busca pelo financiamento e a incerteza se o negócio dará certo são preocupações constantes e comuns de uma startup.
Segundo Vagner Bessa, gerente de economia da Fundação Seade, o risco é necessário para que a empresa tenha resultados positivos.
“Esse risco vale a pena porque, se ele traz benefícios, se a empresa é bem sucedida, a sociedade inteira se beneficia disso. Por quê? Porque ele é capaz de aumentar a produtividade da economia”, reconhece o profissional.
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