Do 'dar a pata' a receber injeção sem anestesia: vídeo viral de lobo-guará de 14 anos mostra treino em zoo do interior de SP

  • 15/05/2026
(Foto: Reprodução)
Lobo-guará viraliza ao revelar curiosidades de treinamento no zoobotânico de Rio Preto Um lobo-guará de 14 anos, do zoológico de São José do Rio Preto (SP), virou fenômeno nas redes sociais ao mostrar, em poucos segundos de vídeo, algo que muita gente nem imaginava: é possível treinar um animal silvestre para colaborar com exames, tomar medicação e até receber injeções: tudo sem contenção forçada. O registro, publicado em abril e com mais de 16,2 milhões de visualizações até esta quinta-feira (14), demonstra como funciona o treinamento de animais dentro do zoobotânico municipal. O trabalho faz parte da rotina, e está longe de ser apenas um “truque”. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O protagonista do vídeo chegou ao zoológico ainda filhote, em 2012, após ser encontrado órfão em Fernandópolis. Hoje, aos 14 anos (idade considerada avançada para a espécie, cuja expectativa em cativeiro gira entre 12 e 15 anos), ele acumula algumas limitações, segundo informaram ao g1 os tratadores do zoobotânico. Condicionamento do lobo-guará de 14 anos, do zoobotânico de Rio Preto (SP), começou sobre uma plataforma, para posteriormente ele subir na balança: apesar da idade avançada, capacidade cognitiva elevada Fotos: Ana Couto/Zoobotânico de Rio Preto/Redes sociais O lobo-guará está com dentes desgastados, dificuldades de locomoção por osteoartrose e até alterações pancreáticas. Ainda assim, o comportamento surpreende até quem convive com ele diariamente. “Mesmo com a idade avançada, ele nunca recusou um dia de treino. Sempre está disposto, faça sol ou chuva”, conta a bióloga e tratadora Ana Paula do Amaral Couto, ao g1. A disposição não é apenas física. Segundo a equipe, o animal mantém uma capacidade cognitiva elevada: reconhece comandos aprendidos há anos, assimila novos comportamentos e participa ativamente das atividades. Lobo-guará de 14 anos é treinado em programa de condicionamento no zoobotânico de São José do Rio Preto (SP) para permitir exame dentário e injeção de medicamentos sem sofrer estresse Fotos: Ana Couto/Zoobotânico de Rio Preto/Redes sociais 🩺 Do ‘dar a pata’ à coleta de sangue Por trás das cenas que viralizaram, existe um trabalho técnico que transforma comportamentos naturais em aliados da saúde do animal e de outras espécies do zoo. Entre as habilidades desenvolvidas pelo lobo-guará estão: oferecer a pata para coleta de sangue; abrir a boca para inspeção dentária; se posicionar para aplicação de medicamentos; subir em uma plataforma para pesagem; tocar o focinho em um alvo para direcionamento. Na prática, isso significa que procedimentos que antes exigiriam anestesia ou contenção podem ser feitos de forma voluntária. “Conseguimos examinar boca, patas, aplicar medicação e até realizar coletas sem estresse. Isso melhora a qualidade dos dados clínicos e reduz riscos”, explica a médica veterinária Natasha Fujii Ando. Lobo-guará de 14 anos é treinado em programa de condicionamento no zoobotânico de São José do Rio Preto (SP) para permitir exame dentário e injeção de medicamentos sem sofrer estresse Fotos: Ana Couto/Zoobotânico de Rio Preto/Redes sociais 🍎 Treino com recompensa, não com punição Diferente do que muitos imaginam, o treinamento não envolve imposição ou força. O método utilizado no zoobotânico de Rio Preto é baseado em reforço positivo. Funciona assim: ao realizar o comportamento esperado, o animal recebe uma recompensa, que pode variar conforme a dieta e preferência individual, como frutas, ração ou proteína. “Tudo é feito respeitando os limites nutricionais e o perfil de cada espécie. A motivação é essencial para o treino acontecer”, explica a treinadora Laís Milani, parceira do programa de condicionamento. Se o comportamento não ocorre, simplesmente não há recompensa. Com o tempo, o animal aprende quais ações geram resultados positivos. 🐾 Treinar também é cuidar O condicionamento vai muito além de facilitar o manejo. Ele também atua como estímulo físico e mental, especialmente importante em animais idosos. “O treino de comportamentos colaborativos melhora a qualidade de vida e pode contribuir para a longevidade”, afirma o treinador Dante Camacho. No caso do lobo-guará, isso fica evidente: mesmo com movimentos mais lentos, ele segue engajado nas atividades e também participa de ações de enriquecimento ambiental — práticas que estimulam comportamentos naturais. LEIA TAMBÉM Pai desmaia após nascimento da filha em hospital no interior de SP: 'Quando vejo sangue de gente, passo mal' Peão que morreu após ser pisoteado em rodeio montava pela 1ª vez no touro de 900 kg e avaliado em R$ 800 mil, diz criador Casal encara subida de quase 2 km, 7 horas de trilha e superação física para chegar à Pedra do Baú: 'Renova as energias' 🏥 Menos estresse, mais precisão Outro impacto direto está na saúde. Animais estressados podem apresentar alterações em exames clínicos, o que dificulta diagnósticos. Com o treinamento, a equipe reduz a necessidade de sedação e contenção química, o que também diminui riscos. “Além de evitar lesões, conseguimos resultados mais confiáveis nos exames, já que o animal está calmo”, destaca a veterinária Natasha. Programa de treinamento e condicionamento do zoobotânico de São José do Rio Preto (SP) é mantido com outros animais, como tarefas de memória com macacos-prego, condicionamento de cachorro-do-mato e extensão do braço de macaco-aranha Fotos: Ana Couto/Zoobotânico de Rio Preto/Redes sociais 🌿 Um trabalho que vai além do lobo-guará O caso que viralizou é apenas um entre dezenas. Atualmente, 46 animais participam do programa de condicionamento no zoobotânico de Rio Preto, conduzido por cinco tratadores. Cada espécie (e cada indivíduo) exige um plano específico. “Estudamos o comportamento natural e desenvolvemos um treinamento personalizado. Algumas espécies são mais reservadas, o que exige estratégias mais detalhadas”, explica Dante. Os resultados aparecem em diferentes situações: desde aves que passaram a tolerar a presença humana até animais que entram voluntariamente em caixas de transporte. 📱 Quando o vídeo vira educação ambiental De acordo com a direção do zoobotânico, o sucesso nas redes sociais ajuda a aproximar o público da realidade atual dos zoológicos, que têm como missão a conservação, a pesquisa e o bem-estar animal. O próprio lobo-guará já havia viralizado antes: um vídeo publicado em 2021 ultrapassou 100 milhões de visualizações. Agora, a nova repercussão reforça um efeito importante: transformar curiosidade em informação. “Esses conteúdos mostram, na prática, como funciona o cuidado com os animais e ajudam a conscientizar sobre bem-estar e conservação”, afirma a gestora Camila Sparvoli. 🐺 Curiosidade que vira conexão Para quem assiste, pode parecer apenas um animal “obedecendo comandos”. Para quem trabalha no local, é resultado de um processo contínuo de observação, paciência e construção de vínculo. Para as equipes, isso que explica o sucesso do vídeo: mais do que técnica, ele mostra algo raro: a confiança entre um animal silvestre e quem cuida dele. Uma relação que, no caso do lobo-guará do zoobotânico de Rio Preto, já dura mais de uma década, e segue ensinando, todos os dias, que aprender não tem idade, independente da espécie. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/05/15/do-dar-a-pata-a-receber-injecao-sem-anestesia-video-viral-de-lobo-guara-de-14-anos-mostra-treino-em-zoo-do-interior-de-sp.ghtml


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