Em evento em SP, pré-candidatos da direita criticam polarização e defendem nova agenda para o país
23/05/2026
(Foto: Reprodução) Renan Santos, Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo (à direita)
Reprodução
Pré-candidatos da direita à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC) defenderam em fórum no litoral de São Paulo, neste sábado (23), uma agenda de reformas econômicas e criticaram o atual cenário político do país, com ênfase na necessidade de superar a polarização e reorganizar a relação entre Executivo, Congresso e Judiciário. O evento foi no Guarujá (SP) e reuniu empresários do setor público e privado. Caiado participou da agenda por vídeo.
Em um vídeo apresentado durante o evento, Caiado lamentou não estar presente devido às condições do tempo necessárias para conseguir pousar no litoral paulista. Ele destacou a importância de saber exatamente o que um pré-candidato tem para mostrar para o Brasil, destacando que a maneira de impedir que o PT volte ao poder "é fazer um governo de entregas com aprovação popular".
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"Os temas relevantes que devem ser confrontados no momento em que um presidente da República assume o país. Um combate claro à corrupção, um combate claro à violência que assola o país, as facções cada vez mais ocupando o território brasileiro, isto demonstrando a preocupação num primeiro momento. Pacificando o país para que a gente possa governar em paz, saindo dessa polarização que não acrescenta nada, pelo contrário, empobrece o debate político no país. Mostrando alternativas para o país poder ser competitivo no cenário internacional", afirmou Caiado.
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Renan criticou os últimos dois governos que comandaram o Brasil e ressaltou a necessidade de superar a polarização. Ele disse que o país tem que ser uma das cinco maiores nações do mundo em 30 anos, começando pela área da despesa para "dar um choque de credibilidade nas contas públicas".
"O Judiciário tem que cumprir apenas o papel de guardião da Constituição e de ator que discute temas abstratos ligados à questão da constitucionalidade, e não mais como última instância do processo legislativo. E mais, ministros do STF não podem ter escritórios ligados a eles fazendo negócio por aí, todo mundo sabe que isso ocorre. Decisões monocráticas têm que acabar, tem que haver filtro de entrada, são 8 mil ações que rolam no STF brasileiro, enquanto na Suprema Corte americana são 50. Nós temos que criar uma corte que cuide do tal do foro privilegiado", destacou o pré-candidato.
Rebelo afirmou que o problema do país não é de capital e investimento, mas de "interdição institucional". De acordo com ele, a reforma do Judiciário tem que começar com uma emenda à Constituição Federal, que "tem que ser apresentada no primeiro dia do governo".
"Quando o Brasil atravessou a regência, com guerras civis simultâneas, o Dom Pedro II chamou o Marquês de Paraná e disse que fazia um gabinete de conciliação. O país voltou a crescer, teve paz, fez ferrovias. O Brasil precisa de um governo de conciliação, um governo de união nacional, que não vai sepultar as diferenças, elas vão continuar existindo, mas será que o país não tem nada em torno do que se unir? Será que retomar o desenvolvimento não une o país? Empresário, trabalhador, classe média, será que reduzir desigualdades não une o país?", afirmou o pré-candidato.
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