Grupo Fictor tem mais de 90 credores em Ribeirão Preto; dívidas somam R$ 53,4 milhões
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Grupo Fictor deve para 94 credores em Ribeirão Preto, SP
O Grupo Fictor, que acaba de pedir recuperação judicial e obter 30 dias para não ter novos bloqueios de bens, deve R$ 53,4 milhões para 94 credores em Ribeirão Preto (SP).
Segundo informações da petição, obtida pela EPTV, afiliada da TV Globo, a companhia tem seis credores com valores que variam entre R$ 1 milhões e R$ 31,5 milhões. Os demais têm aplicações que partem de R$ 200 a chegam a quase R$ 900 mil.
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Na região de Ribeirão Preto, o grupo também tem credores em outras 23 cidades, com mais de R$ 11 milhões aplicados. São elas:
Barretos
Batatais
Bebedouro
Colina
Colombia
Dobrada
Franca
Guaira
Guariba
Ituverava
Jaborandi
Jaboticabal
Miguelópolis
Monte Alto
Morro Agudo
Orlândia
Restinga
São Joaquim da Barra
Serrana
Sertãozinho
Taiúva
Taquaral
Taquaritinga
Ao todo, o pedido recuperação da Fictor Holding e da Fictor Invest abrange mais de R$ 4,2 bilhões em dívidas e foi motivado por uma crise de liquidez associada a uma tentativa de compra do Banco Master em novembro de 2025.
Sede da Fictor, em São Paulo
Reprodução
Grupo Fictor e a recuperação judicial
Criado em 2007, o grupo é um conglomerado brasileiro de empresas com presença em diferentes segmentos como agronegócio, energia e finanças. No pedido de recuperação judicial enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o grupo declarou acumular mais de R$ 4,2 bilhões em dívidas em duas de suas empresas e que pretende quitá-las sem a aplicação de descontos.
A alegação do Grupo Fictor para o pedido envolve o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, sob a justificativa de que a situação econômico-financeira da instituição do banqueiro Daniel Vorcaro estava comprometida.
Um dia antes dessa decisão do Bacen, o Grupo Fictor havia tentado comprar o Master e, por isso, alega que foi afetado pelas notícias da liquidação, o que teria impactado sua reputação e levado clientes a pedirem a retirada de quantias de contas, prejudicando as finanças.
Suspensão de ações e bloqueios de bens
Diante do pedido, a Justiça de São Paulo determinou, na segunda-feira (2), a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do grupo.
Apesar da suspensão temporária, a decisão vale apenas para atos futuros, ou seja, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.
Antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial, o juiz também determinou a verificação das condições de funcionamento das empresas e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Não há prazo definido para essa análise.
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