IPTU, IPVA e material escolar: especialista dá dicas para organizar as finanças no início do ano e evitar dívidas
04/01/2026
(Foto: Reprodução) Especialistas dão dicas para organizar as finanças e começar 2026 no azul
IPTU, IPVA, material escolar e outras despesas típicas do início do ano costumam pesar no orçamento das famílias brasileiras.
Ao mesmo tempo, janeiro também representa um recomeço e pode ser uma boa oportunidade para mudar hábitos financeiros e evitar o endividamento ao longo dos próximos meses.
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De acordo com uma pesquisa do SPC Brasil, mais de 83% dos inadimplentes registrados em novembro de 2025 eram devedores reincidentes — pessoas que já haviam se endividado nos 12 meses anteriores.
Para o educador financeiro Emerson Mello dos Santos, de Bauru (SP), o principal problema não está apenas na renda, mas no comportamento financeiro.
Especialista explica como organizar o orçamento familiar para evitar endividamento
Drazen Zigic/Freepik
Em entrevista à TV TEM, ele destacou que a organização e o planejamento são fundamentais para enfrentar os gastos do começo do ano. O g1 reuniu algumas dicas dadas pelo profissional. Confira:
📊 Olhar para o que já foi gasto é o primeiro passo
Segundo Emerson, antes de lidar com as contas que chegam no começo do ano, é fundamental fazer um diagnóstico da situação financeira.
“A primeira coisa é parar e olhar tudo o que já foi gasto no mês anterior. Conferir a fatura do cartão de crédito, os saldos bancários e entender quanto do dinheiro disponível já está comprometido com impostos, material escolar e outras despesas de janeiro”, explica.
Ele reforça que anotar todos os gastos ajuda a ter uma visão mais clara do orçamento e a direcionar melhor o dinheiro disponível.
Para quem conseguiu guardar parte do 13º salário, esse valor pode ser usado para cobrir despesas sazonais. Já quem não fez reserva precisa, agora, redobrar a atenção na organização das contas.
💳 Pagar à vista ou parcelar?
Uma dúvida comum no início do ano é se vale a pena pagar impostos como IPVA e IPTU à vista ou parcelar. Segundo o educador financeiro, mesmo com os juros altos, o parcelamento ainda pode compensar em alguns casos.
“No entanto, para pessoas que têm dificuldade de controlar os gastos, o ideal é pagar à vista. Quitando a dívida, você evita o risco de usar esse dinheiro para outra coisa e acabar se endividando mais à frente”, orienta.
💰 Guardar dinheiro, mesmo que pouco, faz diferença
Depois de organizar as contas e quitar as dívidas mais urgentes, Emerson destaca a importância de começar a poupar, ainda que seja um valor pequeno.
“Não precisa esperar sobrar muito dinheiro para guardar. Se a pessoa conseguir economizar R$ 10 por dia, no fim do ano ela terá cerca de R$ 4 mil. Esse valor pode ajudar a pagar impostos, comprar material escolar ou lidar com imprevistos”, afirma.
A recomendação é iniciar aos poucos e criar o hábito de poupar, transformando a reserva financeira em uma prioridade no orçamento.
🚨Priorizar dívidas e criar reserva de emergência
Para quem já está endividado, a orientação é priorizar o pagamento das dívidas com juros mais altos. Já quem está com as finanças equilibradas deve focar na criação de uma reserva de emergência, considerada essencial para enfrentar imprevistos sem recorrer ao crédito.
“O começo do ano é um momento simbólico de renovação. Aproveitar esse período para estabelecer metas e adotar hábitos financeiros mais saudáveis pode fazer toda a diferença ao longo do ano”, conclui o educador financeiro.
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