Justiça manda soltar cinco acusados de matar chefe do setor de identificação da Polícia Civil
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Marcelo Cassola (à esq.) foi morto a tiros em 2022; à direita, prédio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Santos
Divulgação Polícia Civil e Matheus Tagé/Jornal A Tribuna
A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, mandou soltar cinco homens acusados de executar o policial civil Marcelo Gonçalves Cassola, então chefe do setor de identificação do Palácio da Polícia. Os suspeitos haviam sido denunciados pelo crime, que ocorreu em 2022, mas o Judiciário concluiu que as provas colhidas não foram suficientes.
O corpo de Cassola foi encontrado com uma corda entre as mãos, em uma ciclovia, por PMs que faziam patrulhamento no bairro da Caneleira, em agosto de 2022. Ele foi atingido por mais de 30 tiros de armas 9 milímetros e de fuzil. As cápsulas foram encontradas ao lado do corpo.
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As polícias Civil e Militar realizaram operações e prenderam cinco homens suspeitos de participação no assassinato. A última prisão foi a do suposto mandante do crime, que ocorreu em maio de 2025. Os outros envolvidos não foram identificados até então.
O Ministério Público (MP) pediu a condenação dos réus pelos crimes de organização criminosa, tortura, homicídio qualificado e roubo majorado. A juíza Andrea Aparecida Nogueira Roman, da Vara do Júri de Santos, porém, decidiu pela impronúncia dos réus.
Isso significa que os suspeitos não serão julgados perante o Tribunal do Júri. A magistrada fundamentou a decisão em que não foram produzidos “mínimos indícios da autoria do crime de homicídio e dos delitos conexos que permitam a pronúncia dos réus”, destacou.
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A juíza disse que as provas colhidas se limitam ao depoimento dos policiais envolvidos na investigação. Os agentes concluíram que os suspeitos seriam lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), e que o crime não ocorreria sem o conhecimento deles.
“As conclusões expostas pelos agentes têm lastro em relatos de pessoas não identificadas, que deixaram de depor formalmente por temerem retaliações do PCC e, também, na circunstância de pesarem sobre os réus outras investigações por possível atuação na organização criminosa”, destacou a juíza.
A única exceção foi em relação a um dos suspeitos acusado de roubar o veículo da vítima após o crime. As digitais dele foram encontradas no veículo e ele confirmou que desovou o carro a pedido dos criminosos. No entanto, ele não participou da morte do policial.
“O fato demanda análise de mérito aprofundada, inclusive para eventual reclassificação do fato a ele imputado”, observou a juíza, que determinou que o processo corra em uma das varas criminais da cidade. O suspeito também foi solto.
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Deinter-6/Divulgação
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