MP pede que acusados de matar estudante trans em Ilha Solteira sejam levados a júri popular

  • 27/04/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Carmen: veja a cronologia do desaparecimento às buscas pelo corpo da jovem O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça que leve a júri popular os três acusados por envolvimento no assassinato e ocultação do corpo da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Ilha Solteira. Carmen, que tinha 26 anos, foi morta em 12 de junho de 2025, Dia dos Namorados, após fazer uma prova do curso de zootecnia e sair da instituição de ensino em uma bicicleta motorizada, desaparecendo em seguida. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp De acordo com a promotora Laís Bazanelli Marques dos Santos Deguti, de Ilha Solteira, há “provas documentais, periciais e testemunhais suficientes” que comprovam a materialidade dos crimes e a participação dos denunciados. Carmen de Oliveira Alves )à esquerda), o namorado Marcos Yuri Amorim (ao centro) e o policial militar Roberto Carlos de Oliveira, suspeitos de crime em Ilha Solteira (SP) Reprodução/Facebook O namorado dela, Marcos Yuri Amorim, e o amante dele, o policial ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira, foram presos em 10 de julho e denunciados por feminicídio, ocultação de cadáver, supressão de documento e fraude processual. Em outubro de 2025, o Ministério Público pediu também a prisão de Paulo Henrique Messa, vizinho de Marcos Yuri Amorim, denunciado por ajudar ele e Roberto a ocultar o cadáver da estudante. Até a última atualização desta reportagem, Paulo Henrique permanecia foragido. O pedido da Promotoria para que os três sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri foi apresentado no último dia 14, nas alegações finais do processo. Dinâmica do crime Conforme as alegações finais do MP, Carmem mantinha um relacionamento conturbado de cerca de 15 anos com Marcos Yuri Amorim, compondo um triângulo amoroso com Roberto Carlos de Oliveira. A investigação aponta que ela era ameaçada e chegou a relatar a amigas, por mensagens, o temor de ser morta por Yuri. Em dezembro, seis meses após o crime, a família de Carmen revelou uma carta escrita pela jovem, de próprio punho, em que ela reflete sobre a morte. Carta escrita por Carmen em Ilha Solteira (SP) Douglas Cossi/Ilhadenticias Ainda conforme a denúncia do MP, o crime ocorreu quando a vítima foi até o sítio do principal suspeito. No local, ela teria sido atacada pelas costas com golpes na cabeça, utilizando um vergalhão de ferro, ficando desacordada. O Ministério Público sustenta que, após a agressão inicial, o acusado pediu ajuda a Roberto Carlos de Oliveira, que teria participado da execução da vítima e, em seguida, da ocultação do corpo. O cadáver foi arrastado até um veículo e levado em direção a uma área próxima ao rio, sendo posteriormente removido para local ainda desconhecido. Carmen de Oliveira, estudante transexual, desapareceu após sair da faculdade em Ilha Solteira (SP) Reprodução/Facebook Ocultação e destruição de provas As investigações indicam que os envolvidos também teriam adotado diversas medidas para dificultar a apuração do crime. Entre elas, a limpeza da cena, descarte de objetos, destruição do celular da vítima e exclusão de arquivos digitais. De acordo com o MP, Paulo Henrique Messa teria auxiliado na etapa final da ocultação do corpo, utilizando embarcação para transportá-lo pelo rio. Ele também é apontado pela promotora como responsável por orientar os demais a apagar conversas e eliminar vestígios que pudessem incriminá-los. O corpo da vítima não foi localizado até o momento. Andamento do processo Os três homens foram denunciados à Justiça em outubro de 2025. Marcos e Roberto já foram interrogados em juízo, enquanto Paulo Messa segue foragido. Com o pedido de pronúncia, caberá à Justiça decidir se há elementos suficientes para que os acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, agora a 1ª Vara Criminal de Ilha Solteira aguarda que a defesa dos acusados apresente suas alegações finais. O processo segue em segredo de Justiça. Relembre o caso Assassinato de estudante trans da Unesp: veja a cronologia do desaparecimento às buscas pelo corpo da jovem Beatriz Santos/Arte g1/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/04/27/mp-pede-que-acusados-de-matar-estudante-trans-em-ilha-solteira-sejam-levados-a-juri-popular.ghtml


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