Mulher é achada assassinada em casa com a filha de 2 anos no berço com sinais de violência sexual em SP; namorado é principal suspeito
02/02/2026
(Foto: Reprodução) Polícia pede a prisão do suspeito de matar a namorada no bairro da Saúde
Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta dentro de casa na manhã deste domingo (1º), no bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo.
A filha dela, de apenas dois anos, também estava no imóvel e foi socorrida com sinais de violência, segundo o boletim de ocorrência.
De acordo com a polícia, a vítima foi localizada nua deitada e com marcas de agressão no rosto e coberta por um lençol. A criança estava sem roupa no berço, ao lado da cama, e foi encaminhada para atendimento médico para avaliação de possível violência sexual.
O crime aconteceu na Rua Joaquim de Almeida, onde mãe e filha moravam. O principal suspeito é o companheiro da mãe, André de Lima Torres Pereira, também de 34 anos, que não foi encontrado. A prisão temporária dele foi pedida à Justiça, que ainda não se manifestou. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.
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Viaturas da Polícia Militar de São Paulo
Divulgação/PM
Pai estranhou silêncio e acionou a PM
Segundo relato do pai da vítima, o relacionamento da filha com o suspeito era conturbado, com brigas frequentes. Na sexta-feira (30), ele contou ter presenciado uma discussão mais intensa entre os dois e chegou a ameaçar chamar a polícia.
Ainda de acordo com o depoimento, no sábado (31), ele foi até a casa, mas encontrou o imóvel trancado. Sem conseguir contato por mensagens ou ligações, acionou a Polícia Militar. Os policiais arrombaram a porta e encontraram mãe e filha dentro da residência, com sinais de violência.
A porta dos fundos estava aberta, e a suspeita é a de que o autor tenha fugido pelo quintal, pulando muros de imóveis vizinhos. A motocicleta da vítima também havia desaparecido e foi localizada depois na casa da mãe do suspeito em Diadema, na Grande SP.
Criança segue sob cuidados
A menina foi atendida pelo Samu no local, levada à UPA da Vila Mariana e depois transferida para o Hospital da Mulher. A criança está sob os cuidados provisórios de um primo da vítima.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a menina tenha permanecido cerca de dois dias sem alimentação e sem cuidados. Ela é filha de um relacionamento anterior.
Relato de histórico de violência
Em depoimento, o pai afirmou que a vítima "estava sempre" com André, que se aproveitaria financeiramente dela. Ele também relatou que, na noite de sexta, ouviu gritos e discussão, mas, como as brigas eram recorrentes, acreditou que a situação tivesse se acalmado após o silêncio repentino.
Segundo ele, na quinta-feira (29), André já havia invadido a casa, arrombado a porta e entrado pela janela do quarto, fugindo pelos fundos e chegando a se machucar ao pular o muro do vizinho. O pai da moça acredita que o mesmo trajeto possa ter sido usado na fuga após o crime.
Antecedentes do agressor
A Polícia Militar apurou que André já havia sido acusado de violência doméstica contra outras duas mulheres em 2023 e 2024. Em um dos casos, ele chegou a ser preso e foi alvo de medida protetiva.
A vítima também havia registrado boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025, quando ele teria invadido a casa dela pelos fundos e fugido pela janela do quarto. À época, ela pediu uma medida protetiva contra ele, mas, segundo a polícia, a intimação não chegou a ser formalizada porque os dois reataram.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que "a perícia e o IML foram acionados, e o caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Sul, que prossegue com as investigações para esclarecer os fatos".
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