No 5º ano de mandato, Nunes responsabiliza Haddad por atraso em piscinão onde casal morreu arrastado

  • 28/01/2026
(Foto: Reprodução)
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) visitou nesta quinta (27) o centro de apoio ao ambulante no carnaval de rua de SP e falou sobre as obras atrasadas do piscinão do Capão Rendondo. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo e PMSP O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), responsabilizou nesta terça-feira (27) o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) pelo atraso nas obras de um piscinão no Capão Redondo, na Zona Sul, onde um casal morreu arrastado por uma enxurrada há duas semanas. O piscinão ajudará no escoamento da água do córrego que passa pela Avenida Carlos Caldeira Filho, no Campo Limpo, onde Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, e o marido, Marcos da Mata Ribeiro, de 68, tiveram o carro arrastado e os corpos encontrados dias depois pelo Corpo de Bombeiros. Segundo Nunes, o contrato da obra foi assinado em 2015, penúltimo ano da gestão de Haddad como prefeito da cidade, e não foi concluído pelo governo petista. “É uma tristeza enorme aquele casal ter sido tragado ali, pelo córrego na Caldeira Filho. É um piscinão que, para vocês terem uma ideia, o contrato foi assinado em 23 de dezembro de 2015. Naquela época, o prefeito era Fernando Haddad. Desde a época da assinatura do contrato até então, nada foi feito. Absolutamente nada, nem projeto. E a gente retomou esse projeto e essa construção do piscinão”, disse o atual prefeito durante visita ao centro de apoio aos ambulantes que trabalharão no carnaval de rua da capital paulista em 2026. Drenagem no Capão Redondo é planejada há pelo menos 10 anos Conforme o Bom Dia SP, da TV Globo, revelou, as obras do piscinão do Capão Redondo estão atrasadas. Elas foram retomadas pela gestão Nunes em agosto de 2022, com previsão de entrega de 36 meses - em agosto de 2025 - mas ainda não estão prontas (veja vídeo acima). A nova previsão da gestão atual é que o piscinão fique pronto em junho deste ano, ao custo de mais de R$ 261,4 milhões para obras de infraestrutura em torno do córrego da região. No dia 20 de janeiro, Nunes já havia admitido atraso na obra do reservatório do Capão ao lamentar a morte do casal de idosos. Ao justificar o atraso nesta terça (27), o prefeito novamente citou a gestão Haddad, que saiu do comando da capital paulista há dez anos. “Estou correndo para poder acelerar [a entrega]. Essa obra de piscinão do Capão Redondo, que, como eu disse, foi assinada em 2015, eles não fizeram nada. Eu estou fazendo. Tinha uma previsão de conclusão no segundo semestre de ano passado. Acabou atrasando. E por quê? Porque sequer haviam sido feitas as desapropriações”, declarou. E emendou: “Quando eu fui fazer a sondagem, teve locais que tinham muitos imóveis, lojas. E a gente não pôde fazer a sondagem. Aí eu desapropriei, paguei os proprietários, demoli aquelas construções e comecei a fazer a obra”, justificou. Outro lado O ministro Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de SP, e o vereador Nabil Bonduki (PT). Montagem/g1/Marcelo Camargo/Agência Brasil e Douglas Ferreira/Rede Câmara O g1 procurou a assessoria do ex-prefeito Fernando Haddad para comentar as críticas, mas o gabinete do atual ministro da Fazenda disse que ele não comentaria a fala de Nunes. Na Câmara Municipal de São Paulo, os vereadores do PT saíram em defesa de Haddad nas redes sociais e responsabilizaram o próprio Nunes e seus aliados pelo atraso nas obras. “O contrato foi assinado em dezembro de 2015 pela gestão Haddad, que ficou no governo até dezembro de 2016. Um ano, portanto. Quem não fez nada em 10 anos foram os prefeitos Doria (1 ano), Bruno Covas (3 anos) e o próprio Ricardo Nunes (5 anos)”, escreveu o vereador Nabil Bonduki (PT), que foi secretário de Cultura da gestão Haddad. “Ele deveria dizer ‘nós não fizemos nada’, inclusive porque, além de ser prefeito há 5 anos, apoiou Doria e foi vice de Bruno Covas”, afirmou Bonduki. Vereador Nabil Bonduki (PT) rebate críticas de Nunes ao ex-prefeito Fernando Haddad, 10 anos depois de saída do cargo. Reprodução/Redes Sociais Morte de casal Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, e Marcos da Mata Ribeiro, 68 anos, estão desaparecidos após carro ser levado por enxurrada en SP Arquivo Pessoal Maria Deusdete da Mata Ribeiro e Marcos da Mata Ribeiro morreram após o carro em que estavam ser levado por uma enxurrada na Avenida Carlos Caldeira Filho, em Campo Limpo, na última sexta-feira (16). Um vídeo enviado para a TV Globo mostra o momento em que o carro desapareceu na água na altura do nº 385 da avenida. Nas imagens, é possível ver o veículo branco já quase submerso. Uma das portas do banco de passageiros estava aberta e é possível ver Maria Deusdete na beirada. Pessoas que viram a situação começaram a gritar por socorro e pediram que a mulher saísse do carro. Na sequência, o veículo desaparece na água. O corpo de Marcos foi encontrado pelos bombeiros no sábado (17). Conforme a corporação, Marcos foi achado sem vida no Rio Pinheiros a cerca de 1 quilômetro do local em que ele e a esposa foram vistos pela última vez. O corpo de Maria foi encontrado na segunda-feira (19). Vídeo mostra carro com casal sendo levado pela enxurrada Após o casal ser levado pela enxurrada, a Prefeitura de São Paulo colocou às pressas blocos de concreto e guarda-corpo no trecho entre a Avenida Carlos Caldeira Filho e o córrego. A Subprefeitura do Campo Limpo afirmou que, em 2024, chegou a instalar guarda-corpo na área da margem do córrego, mas que a estrutura foi vandalizada e furtada. Os blocos seriam uma medida emergencial de proteção. Moradores da região criticam a gestão municipal por não ter colocado a proteção viária antes, pois, sem a delimitação do trecho, motoristas e pedestres não conseguem identificar os limites da via durante as chuvas. Em nota, a prefeitura afirmou que a Avenida Carlos Caldeira Filho recebe serviços frequentes de zeladoria, intensificados durante o período de chuvas e que, na manhã de sexta-feira (16), equipes realizaram a limpeza e retirada de detritos do Córrego Morro do S. Prefeitura instala blocos de concreto na Avenida Carlos Caldeira Filho Subprefeitura Campo Limpo A gestão diz ainda que, por meio da SPObras, está investindo R$ 261,4 milhões na construção de um reservatório de contenção de cheias no Capão Redondo e na canalização de 3 km do córrego Água dos Brancos. "As intervenções beneficiam a bacia do Morro do S e visam reduzir enchentes na Avenida Ellis Maas e no entorno do Parque Santo Dias e vai beneficiar 870 mil moradores dos bairros Capão Redondo, Campo Limpo, Vila Andrade e Jardim São Luís, e está prevista para ser concluída até junho deste ano", afirma nota enviada ao g1.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/28/no-5o-ano-de-mandato-nunes-responsabiliza-haddad-por-atraso-em-piscinao-onde-casal-morreu-arrastado.ghtml


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