Passageiros narram humilhações e noite na calçada em Congonhas após problema em controle de tráfego aéreo

  • 10/04/2026
(Foto: Reprodução)
Passageiros narram humilhações e estadia na calçada de Congonhas após problema aérea em SP Passageiros que aguardam voos no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, contaram na manhã desta sexta-feira (10) que enfrentaram uma madrugada de caos em razão do problema no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste ocorrido no dia anterior. Mesmo após mais de 20 horas do princípio de fumaça no centro da Força Aérea Brasileira (FAB) que paralisou por cerca de uma hora as atividades em todos os aeroportos do estado de São Paulo, os passageiros enfrentam problemas, filas e espera para remarcar voos e conseguir chegar ao destino final. Uma delas é a dona de casa Silvia Ignácio, que seguiria para São José do Rio Preto, mas desde a noite de quinta-feira (9) não conseguiu embarcar em nenhum voo da companhia aérea Gol. “A gente chegou do Rio de Janeiro e o voo já veio atrasado mais de duas horas. E, quando a gente chegou em São Paulo, não tinha mais voo pra gente. Nós passamos a noite na calçada. A Gol tratou a gente de um jeito que nem cachorro merecia. Foi humilhante, frustrante e decepcionante”, disse. Passageiros passam a noite em Congonhas e narram humilhações na espera por voos “Nunca tive uma decepção tão grande. A gente dormiu na calçada, no chão gelado. Eu, meus dois filhos, minha nora e minhas duas netas. Depois que a gente dormiu na rua, o rapaz da Gol conversou com a gente e arrumou um voo só agora de manhã, depois de muita luta, sabe...”, desabafou. E emendou: “A gente dormiu no chão gelado. A minha nora teve que tirar meu neto do chão porque ele já teve pneumonia e as crianças todas com frio. A gente passou 10 dias no Rio e tivemos que tirar toalha molhada da mala pra colocar pras crianças dormirem no chão. Uma situação humilhante e revoltante. Nunca passei por isso na minha vida”. A comerciária Letícia Soares Mendes saiu de Montes Claros, em Minas Gerais, e iria para Salvador, com conexão em São Paulo. A dona de casa Silvia Ignácio, que passou a madrugada na calçada do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de SP. Reprodução/TV Globo Ela perdeu o voo que seguiria para a capital baiana e ficou retida em Congonhas. E contou que prometeram a reserva num hotel que não aconteceu. “Eu iria para Salvador e tive que descansar um pouquinho aqui no aeroporto. Cansada, tudo tumultuado aqui em Congonhas. Me ofereceram um hotel e quando cheguei lá, não tinha reserva no meu nome e tive que voltar pra cá, dormir no banco do saguão sem conseguir pregar o olho e descansar direito”, afirmou. Os irmãos Guilherme e Renan também enfrentaram o mesmo problema. Os dois iriam para São José do Rio Preto e ficaram presos em São Paulo. A comerciária Letícia Soares Mendes e o pintor Renan Ignácio Pereira tiveram que dormir em Congonhas na madrugada desta quinta (9) para sexta-feira (10). Reprodução/TV Globo “A gente ia sair aqui de Congonhas para São José do Rio Preto e não forneceram nada pra gente. Tem muita gente no saguão, outro grupo no restaurante ali. Alguns colocaram dentro de ônibus e a gente aqui, nessa situação”, contou o aposentado Guilherme Henrique Ignácio. “A gente foi conversar com a funcionária responsável [da Gol], mas ela disse que não podia fazer nada. E queria arrancar dinheiro do nosso bolso. Nós não somos cachorros pra ficar jogado aqui não e passar pelo que eles fizeram com a gente. Ai no final eles viram que a gente ficou aqui [na frente do guichê da empresa] e ia ficar ruim para imagem deles, aí vieram oferecer ajuda pra nós...”, disse o pintor Renan Ignácio Pereira. O que disse a Gol Passageiros dormem no saguão de embarque do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (10). Reprodução/TV Globo Por meio de nota, a Gol informa disse que "devido a uma pane técnica nos sistemas de gerenciamento dos aeroportos de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (09/04), algo totalmente alheio ao controle da Companhia, a operação da Companhia para os aeroportos de Congonhas (CGH), Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP) ficou suspensa por cerca de uma hora nesta manhã e está sendo retomada parcialmente". "As equipes da GOL atuam para minimizar os impactos e prestar apoio aos Clientes. Todos os passageiros impactados por cancelamentos e atrasos estão recebendo as tratativas previstas pela resolução 400 da ANAC. Para informações atualizadas sobre voos, orientamos consultar os canais oficiais da GOL ou as comunicações exibidas nas salas de embarque dos aeroportos", disse. A empresa afirmou, ainda, que "todas as medidas adotadas têm como prioridade a Segurança, seu valor número 1". A comerciária Letícia dorme no saguão de embarque do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (10). Reprodução/TV Globo Situação nesta sexta (10) Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, amanheceram com voos cancelados nesta sexta-feira (10), como reflexo após falha na véspera. Aeroporto de Congonhas (até as 4h45): 5 partidas e 7 chegadas canceladas; 2 chegadas atrasadas. Aeroporto de Guarulhos (entre 4h e 7h): 4 chegadas canceladas. Aeroportos de Congonhas e Guarulhos têm voos cancelados nesta sexta como reflexo de falha Operação estendida A operação do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, foi estendida até a meia-noite de quinta. A operação comercial de Congonhas para pousos e decolagens funciona diariamente das 6h às 23h. Segundo nota da Aena, concessionária responsável pela gestão do aeroporto, a medida visava "reduzir os impactos na malha aérea nacional, causados pela suspensão temporária dos voos no espaço aéreo da Terminal São Paulo nesta manhã". Voos do Aeroporto de Congonhas cancelados na manhã desta sexta-feira (10) Reprodução/TV Globo Fumaça O diretor-presidente da agência, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que o Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, localizado no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, foi esvaziado devido à presença de fumaça fora do prédio operacional nesta quinta. "Não houve incêndio, não houve pane elétrica, nenhum sistema parou de funcionar. O que houve foi um princípio de fumaça fora do prédio. Como se trata de um prédio fechado, havia o risco de a fumaça adentrar o ambiente. Por isso, foi feita a evacuação, até que se verificasse a origem dessa fumaça", disse à Globonews. Bombeiros chegaram a ser acionados para o local, o que levantou suspeitas de que pudesse ter ocorrido um incêndio. Segundo apuração da Globonews e da TV Globo, alguns controladores sentiram cheiro de queimado e viram fumaça. Faierstein afirmou que a origem da fumaça ainda está sendo investigada. Ao constatarem que a fumaça não entraria no prédio — o que levou cerca de 30 minutos —, os controladores retomaram o trabalho normalmente. Nenhum sistema nem a segurança de voo foi comprometido, segundo o presidente da Anac. Os voos em Congonhas ficaram interrompidos entre as 8h58 e as 10h09, segundo a Aena. O que diz a FAB Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), informou que a interrupção durou 36 minutos, das 9h30 às 10h06, "devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo", mas não explicou o que causou essa falha. Disse ainda que "as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo". A FAB acrescentou ainda "as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo DECEA". O que diz o Ministério de Portos e Aeroportos O Ministério de Portos e Aeroportos disse que foi identificado um problema técnico no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo, o que fez com que as autorizações de decolagem na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), que abrange os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, fossem suspensas por 35 minutos.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/10/passageiros-narram-humilhacoes-e-noite-na-calcada-de-congonhas-apos-problema-em-controle-de-trafego-aereo-tratados-igual-cachorro.ghtml


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