PF cumpre mandado em Jundiaí durante operação contra supostas fraudes fiscais na Refit
15/05/2026
(Foto: Reprodução) Ricardo Magro, dono do grupo Refit, é alvo da PF
Equipes da Polícia Federal cumprem um mandado em Jundiaí (SP) na manhã desta sexta-feira (15). A ação faz parte da Operação Sem Refino, deflagrada no Rio de Janeiro, que investiga possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O grupo é considerado um dos maiores devedores de impostos do país.
Segundo a PF, a ação investiga a suspeita de que a Refit utilizou sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp
Ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Juliano Pasqual
Divulgação
Agentes foram para a casa do ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Juliano Pasqual, que fica em Jundiaí. O ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, também são alvos da PF nesta sexta-feira (15).
Ainda são alvos de busca o desembargador afastado Guaraci Vianna e o ex-procurador Renan Saad. No total, agentes saíram para cumprir 17 mandados de busca e apreensão.
A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.
A PF solicitou a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo.
Investigações na Refit
O Grupo Refit foi alvo de uma megaoperação em novembro, envolvendo órgãos federais e paulistas. A Operação Poço de Lobato teve 190 alvos em 5 estados e buscava levantar informações sobre supostas fraudes fiscais. As autoridades estimavam um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
A investigação apontou que a empresa operava uma estrutura pensada para ocultar lucros, reduzir artificialmente impostos e blindar patrimônio. Segundo autoridades estaduais e federais, a Refit se tornou um caso emblemático de “crime do andar de cima”: uma fraude bilionária, tecnicamente elaborada e com impacto direto na arrecadação pública.
A fraude começava nos portos. Importadoras ligadas ao grupo usavam classificações incorretas para pagar menos impostos sobre combustíveis importados. A Refit também trazia produtos praticamente prontos e declarava processamento no Brasil para reduzir tributos.
O combustível irregular abastecia uma cadeia que incluía distribuidoras, formuladoras e postos, parte deles controlados por empresas do mesmo grupo econômico.
Para ocultar o lucro real, o esquema usava cerca de 50 fundos de investimento — alguns com apenas 1 cotista — e empresas abertas em cascata, com troca frequente de sócios. Núcleos familiar, jurídico, tecnológico e financeiro mantinham a engrenagem funcionando.
Lacunas nas declarações de importação, notas fiscais incompatíveis, uso de aditivos não autorizados, ausência de comprovação de refino e a retenção de navios com 180 milhões de litros de combustível chamaram atenção.
A refinaria já enfrentou interdições da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por indícios de importação irregular, uso de tanques sem autorização e falta de comprovação de refino.
Também há histórico de vazamento ambiental, disputas judiciais, retenção de navios com combustíveis da Rússia e citações em investigações sobre adulteração e fraude no setor de combustíveis.
Investigadores afirmam que o Grupo Refit sonegava impostos em toda a cadeia dos combustívei
Reprodução/TV Globo
Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí
Initial plugin text
VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM