Piloto preso prestes a decolar em Congonhas vira réu por exploração sexual de crianças e adolescentes em SP

  • 25/05/2026
(Foto: Reprodução)
Piloto acusado de chefiar rede de abuso infantil é preso no Aeroporto de Congonhas O piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, preso no Aeroporto de Congonhas acusado de chefiar uma organização criminosa que explorava sexualmente crianças e adolescentes, virou réu após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia do Ministério Público. Ele foi detido no dia 9 de fevereiro aos 60 anos prestes a decolar no avião da empresa aérea onde trabalhava. Além do Sérgio, outras cinco pessoas, a maioria parentes de vítimas, também foram denunciadas pelo MP-SP e também viraram rés no processo. A defesa dos investigados não havia sido localizada até a última atualização da reportagem. Piloto é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual infantil Reprodução/TV Globo Segundo as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil, o piloto cooptava crianças e adolescentes vulneráveis, muitas vezes abordando as famílias, e oferecia pagamentos via PIX em troca de relações sexuais ou vídeos íntimos de menores de idade. As vítimas ainda eram usadas para produção de vídeos e fotos de abuso sexual para posterior venda e compartilhamento desse material por uma rede de pedofilia. O piloto também é acusado de marcar encontros presenciais com menores de idade, inclusive em motéis, com uso de ameaças e coerção para manter as crianças em silêncio. Os crimes praticados segundo os MP: Organização criminosa e estupro de vulnerável Favorecimento da exploração sexual de menor Divulgação de cena de pornografia Produção de material pornográfico infantil, compartilhamento/divulgação e posse/armazenamento Aliciamento de criança (internet ou outros meios) Venda de material pornográfico infantil Falsa identidade Coação no curso do processo / obstrução Maus-tratos Favorecimento da prostituição/exploração Ao menos 10 vítimas do criminoso Segundo a diretora do DHPP, ao menos dez vítimas no estado de São Paulo já foram identificadas, mas o número pode ser muito maior. Entre as vítimas, estão três irmãs de 18, 12 e 10 anos que eram abusadas havia anos. Ele pagava até R$ 100 por fotos das vítimas, segundo a polícia. “Cada imagem recebida gerava pagamentos via Pix, geralmente de R$ 30, R$ 50 ou R$ 100. Em alguns casos, ele comprava medicamentos, pagava aluguel e houve até a compra de uma televisão”, disse a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP. 'Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava', diz delegada sobre piloto acusado de chefiar rede de abuso sexual infantil O celular apreendido com o suspeito contém imagens que indicam vítimas de outros estados. A polícia também apura com quem o material era compartilhado. “Além do consumo pessoal, há fortes indícios de que ele distribuía esse conteúdo para outras pessoas”, afirmou Ivalda. Há pelo menos oito anos, Sérgio mantinha a rede de exploração infantil, de acordo com a investigação que começou em outubro. Segundo a polícia, o piloto inicialmente se aproximava da mãe, avó ou responsável legal pela criança ou adolescente fingindo querer um relacionamento amoroso. Em seguida, deixava claro que o interesse era na criança ou adolescente e fazia a proposta. Além do piloto, a avó de três meninas foi presa temporariamente. Já a mãe de uma vítima que começou a ser abusada aos 11 anos foi detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil. Elas são suspeitas de aliciar as crianças.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/25/piloto-preso-prestes-a-decolar-em-congonhas-vira-reu-por-exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes-em-sp.ghtml


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