Polícia prende homem que tentou matar ex a facadas no meio da rua em Guaianases, Zona Leste de SP
25/02/2026
(Foto: Reprodução) Homem é preso por tentar matar ex-companheira a facadas em rua de Guaianases, na Zona Leste de SP
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite de segunda-feira (23) um homem de 37 anos acusado de esfaquear a ex-companheira de 18 anos no bairro de Guaianases, na Zona Leste da capital paulista.
Alex Barbosa da Silva foi encontrado a poucos metros do local onde ele foi flagrado por câmeras de segurança esfaqueando a ex-companheira no meio da rua. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.
O crime aconteceu por volta das 19h na Rua Carolina Brant. Alex já tinha histórico de violência doméstica.
Alex Barbosa da Silva foi flagrado por câmeras de segurança esfaqueando a ex na Rua Carolina Brant, região de Guaianases, na Zona Leste de SP.
Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
A mulher vítima das facadas foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Guaianases e, segundo familiares, está fora de risco.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a faca usada na tentativa de feminicídio foi apreendida, e o caso, registrado na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A autoridade policial da 8ª DDM pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva, que foi atendida pela Justiça paulista.
Outros crimes de feminicídio
A estudante de Psicologia Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, foi morta pelo ex-companheiro Bruno Rodrigo Martins, de 25 anos, que foi preso em flagrante.
Reprodução/TV Globo
Esse foi o terceiro caso de violência contra mulheres ina Grande SP em um intervalo de 24 horas nesta semana. Um deles é o da estudante de psicologia Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, morta pelo ex-companheiro em Itapecerica da Serra na segunda.
O corpo dela foi encontrado na Rua Júlio Manoel de Araújo, após uma discussão com o ex-companheiro. Ela apresentava sinais de estrangulamento, segundo a GCM da cidade.
Bruno Rodrigo Martins, de 25 anos, chegou a fugir de moto, mas foi preso em flagrante por feminicídio. Ao ser detido, ele disse que Vitória o havia traído e que estava arrependido. A defesa dele não foi localizada.
Segundo informações da Polícia Civil, Vitória Silva de Oliveira Pedroso tinha uma medida protetiva contra o ex, que já acumulava diversas passagens policiais, incluindo pelos crimes de agressão, lesão corporal e roubo.
Dois casos de feminicídio e uma tentativa em menos de 24 horas; agressores foram presos
Medida protetiva
A vítima fazia parte do programa "Guardiã Maria da Penha" na cidade, que monitora mulheres alvo de violência doméstica e com medidas protetivas.
Em entrevista no local, um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Itapecerica afirmou que, há um mês, Vitória chegou a acionar o botão do pânico após ter sido agredida, e Bruno foi detido.
Dia 25 [de janeiro] ela acionou o botão do pânico e nossas equipes foram até o local e conduziram o mesmo [Bruno] para a delegacia. Ela tinha sido agredida. O mesmo ficou à disposição da Justiça, porém, deve ter saído na audiência de custódia.
Depois, no entanto, Vitória mudou de endereço e não o atualizou. "Possivelmente, ela reatou com ele e esse endereço não estava cadastrado no nosso sistema. E na data de hoje fomos acionados por populares e encontramos a vítima sem vida", disse o guarda.
Ao ser preso, Bruno disse que Vitória o tinha traído ele. “A desgraçada me traiu. Aluguei a casa lá pra ela e ela colocou outro cara dentro da casa lá. Eu me arrependo até agora”, declarou o criminoso.
Família anuncia o velório e sepultamento da jovem Priscila Versão, de 22 anos, morta pelo namorado na Zona Norte de São Paulo.
Reprodução/Redes Sociais
Outro caso na Zona Norte
Amiga de mulher que teve pernas amputadas ao ser atropelada é vítima de feminicídio
Ainda na Zona Norte de São Paulo, a jovem Priscila Versão, de 22 anos, também foi morta após ser espancada na segunda.
A mãe dela afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo e que já havia tentado convencê-la a se afastar do companheiro após episódios anteriores de agressão.
Priscila era amiga de Tainara Souza Santos, que morreu em dezembro do ano passado após ter as pernas amputadas ao ser atropelada e arrastada até a Marginal Tietê por um homem. As duas moravam no mesmo bairro.
"Ela estava dentro de um relacionamento abusivo tóxico e estava doente emocionalmente. Eu lutei com todas as minhas forças. Fiz o que eu pude o que eu não pude para ela sair desse relacionamento", afirmou Selma Alves Ribeiro da Silva à TV Globo.
E ressaltou: "Como eu vou explicar para o meu netinho? Vou falar que a mãe está viajando? Está lá na cadeia o indivíduo [companheiro]. Pode até ser que ele pegue 20 ou 30 anos, mas vai ser bem reduzida a pena porque a lei do homem não funciona. Daqui a pouco ele está na rua".
Priscila Versão deixa três filhos
Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais
Priscila trabalhava como autônoma e tinha três filhos, sendo um de seis anos, outro de quatro anos e um bebê de seis meses.
O companheiro dela, Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, foi preso em flagrante por feminicídio. A defesa dele não foi localizada.
"Dentro de cinco anos que ela ficou com ele, tiveram outras vezes. Quando um homem bate em uma mulher, ele não está batendo só nela, ele está batendo na mãe dela. Meu coração está despedaçado. Eu sei que ela não vai voltar mais."
Selma, que trabalha como faxineira, também compartilhou que não sabe o que será da sua vida financeira, já que agora terá que criar os três netos sozinha.
"Acabou para mim, não acredito em mais nada, não quero fazer mais nada, não vai ter como eu fazer mais nada. Não vai ter como eu trabalhar de dia ou como entrar em uma empresa de noite, porque eu tenho que cuidar dos filhinhos dela. Estou de mãos atadas. Ele vai se arrepender do que ele fez", afirma Selma.
O caso
Priscila Versão foi morta pelo namorado na Zona Norte de São Paulo.
Reprodução/Redes sociais
Segundo os familiares, Priscila e Deivit estavam em uma festa na Avenida Julio Bueno, no Jardim Brasil. A agressão teria acontecido dentro do carro, por volta das 4h30.
Ela foi levada pelo companheiro ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, no Parque Novo Mundo, já sem sinais de vida e com marcas de agressão, hematomas e escoriações pelo corpo, segundo o Guia de Encaminhamento de Cadáver, que traz os dados clínicos da paciente.
O documento relata ainda que ela tinha um sangramento no nariz e as roupas dela tinham cheiro de gasolina.
De acordo com o boletim de ocorrência, Deivit chegou ao hospital com Priscila já morta e ameaçando atear fogo ao próprio corpo.
Após se acalmar, ele explicou aos policiais militares chamados ao hospital que ele e a companheira estavam em um pagode num boteco quando brigaram e ele foi até um posto de combustível onde comprou gasolina e teria despejado no próprio corpo com a intenção de se suicidar, mas desistiu.
Ainda segundo o BO, Deivit contou que resolveu voltar ao bar, mas que, antes de chegar no boteco, viu Priscila jogada no chão com um sangramento no nariz. Ele disse, então, que a pegou e a levou ao hospital.
Em SP, Dois casos de feminicídio em menos de 24h