Polícia tenta identificar autor de mensagem que atribuiu a adolescente de São Roque participação na morte do cão Orelha

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
Cachorro Orelha morreu após ser espancado por grupo de adolescentes em Praia Brava, Florianópolis (SC) Reprodução A Polícia Civil abriu um inquérito para identificar o autor de uma mensagem que atribuiu a um adolescente de São Roque (SP) participação na morte do cão Orelha, espancado por um grupo de jovens e encontrado agonizando no início de janeiro, em Praia Brava, Florianópolis (SC). Ao g1, a família do rapaz afirmou que ele nunca esteve em Santa Catarina e que teve dados pessoais expostos de forma caluniosa, como nome completo, CPF e endereço. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A situação teria ocorrido porque o nome do adolescente de São Roque é semelhante ao de um dos investigados pelo crime em Santa Catarina. As identidades dos dois adolescentes não serão divulgadas nesta reportagem para preservar os menores de idade, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O jovem relata que não consegue mais sair de casa sem sentir medo. Ele e os familiares passaram a receber ameaças constantes pelas redes sociais após a divulgação indevida das informações. Entre as mensagens recebidas estão frases como: "Nós vamos pegar vocês e fazer as mesmas coisas, só que pior", "Vai chegar o dia dele" e "Teu filho vai ficar apodrecendo no caixão". "Eu nasci em São Roque, nunca estive em Santa Catarina e, atualmente, estou sendo brutalmente atacado nas redes sociais, pois me confundiram com um dos investigados no caso Orelha. Eu não tenho mais vida social, não posso mais ir jogar bola, ir nadar, na academia, eu não posso comer um lanche, tomar um sorvete, porque nós estamos com medo. As aulas estão prestes a voltar e a gente está com medo, porque não sabemos como vai ser a reação das pessoas", disse o menino. LEIA TAMBÉM Justiça por Orelha: ativistas e protetores de animais fazem manifestação contra maus-tratos Cachorra é encontrada morta com pata decepada e sinais de maus-tratos Filhotes de cachorro são resgatados após serem abandonados dentro de caixa de papelão em estrada de Itapetininga Polícia investiga homem suspeito de matar cachorro a tiros Família de São Roque (SP) está recebendo ameaças após filho ser confundido com suspeitos de envolvimento com o caso Orelha Reprodução O pai do jovem também afirmou que a família está apreensiva e pediu o fim dos ataques. "A gente está pedindo encarecidamente para que as pessoas parem os ataques, leiam que o nome da gente é diferente do pessoal que está envolvido e que a gente nunca foi para Florianópolis. Fiz um BO por calúnia e ameaça. Precisamos que as pessoas entendam o que está acontecendo", afirmou. Família de jovem de são Roque (SP) está recebendo ameaças após fake news de que o menino estaria envolvivo com o caso Orelha Reprodução De acordo com a apuração da reportagem, a família registrou um boletim de ocorrência por difamação, calúnia e ameaça no dia 26 de janeiro. Segundo a Polícia Civil, o inquérito vai apurar quem divulgou a mensagem com os dados pessoais do adolescente, exposição que pode configurar crimes como invasão de dispositivos eletrônicos ou de redes sociais. A polícia também reuniu prints das ameaças recebidas pela família para identificar e responsabilizar os autores. Initial plugin text Até esta terça-feira (3), as investigações descartam qualquer envolvimento do adolescente de São Roque com a morte do cão Orelha, já que não há indícios de que ele tenha estado em Santa Catarina. Caso foi apresentado na delegacia de São Roque São Roque Notícias/Divulgação Relembre o caso Um cachorro comunitário, carinhosamente chamado de Orelha, foi encontrado com ferimentos graves e agonizando na Praia Brava, em Florianópolis (SC), no início de janeiro. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 4 de janeiro. No dia 29 de janeiro, dois dos quatro adolescentes apontados como suspeitos das agressões de Orelha voltaram dos Estados Unidos. De acordo com as famílias e com a polícia, eles estavam em uma viagem pré-programada com a turma da escola. Ainda no aeroporto, os investigadores apreenderam os celulares deles, concluindo os mandados de busca e apreensão. Centenas de pessoas participaram de protesto na manhã de domingo (1º) no Parque Taquaral, em Campinas (SP), contra maus-tratos, negligência e impunidade em crimes contra animais LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Já no dia 30 de janeiro, um dos investigados foi descartado da autoria após o inquérito concluir que o jovem não tinha envolvimento com os maus-tratos ao animal, que, conforme o laudo pericial, foi atingido na cabeça com um objeto contundente. Na busca por informações sobre os agressores do cão Orelha, a polícia já ouviu mais de 20 testemunhas e analisa cerca de mil horas de imagens, registradas por câmeras de segurança na Praia Brava. O caso mobilizou o país e pessoas de diferentes estados se reuniram em protestos exigindo justiça pela morte do animal. Assista abaixo. Ativistas e protetores de animais fizeram protestos no domingo (1º) em Araçatuba, São José do Rio Preto, Sorocaba e Itapetininga (SP). Eles também reivindicaram punições mais rigorosas às pessoas que cometem maus-tratos no Brasil. Ativistas fazem protesto contra maus-tratos a animais em Araçatuba e Rio Preto Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/02/03/policia-tenta-identificar-autor-de-mensagem-que-atribuiu-a-adolescente-de-sao-roque-participacao-na-morte-do-cao-orelha.ghtml


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