Prefeitura de Sorocaba interdita Parque Porto das Águas após chuvas; água da 'prainha' passará por análise
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Rastros de destruição: imagens mostram estragos do temporal em Sorocaba
A Prefeitura de Sorocaba interditou temporariamente o Parque Porto das Águas nesta segunda-feira (9) por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade no sábado (7). A medida, que inclui a "prainha" do complexo, foi publicada em portaria assinada pelo secretário de Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal, Edson Thiago Santoro Alves.
De acordo com o documento, o nível do Rio Sorocaba subiu e transbordou, alagando áreas do parque. A situação pode ter comprometido a qualidade da água para uso público, o que exige análises técnicas de balneabilidade e segurança antes da liberação do espaço. Recentemente, o g1 mostrou que a água do local estava contaminada pela bactéria Escherichia coli (E. coli).
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Imagens de drone mostram estragos do temporal em Sorocaba
A portaria destaca que a medida é preventiva e busca garantir a saúde da população. Durante o período de interdição, o acesso ao parque ficará restrito, sendo permitido apenas para equipes técnicas, de manutenção ou de fiscalização.
A reabertura do parque depende da conclusão das análises do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sorocaba. O espaço só será liberado para visitação após um parecer técnico favorável.
A Prefeitura reforça que a medida é necessária para evitar riscos à saúde pública e pede a compreensão da população até que o local seja considerado seguro para uso novamente.
Imagens de drone mostram estragos do temporal em Sorocaba
Luís Carlos Xiru/TV TEM
Contaminação na prainha
Prainha de Sorocaba (SP) foi anunciada como local top e agora apresenta contaminação
Marcel Scinocca/g1
Em dezembro de 2025, uma reportagem do g1 mostrou que a água do local apresentou contaminação pela bactéria Escherichia coli (E. coli). O laudo foi feito pelo Instituto Adolfo Lutz a pedido do g1.
A amostra foi coletada em 29 de outubro, com laudo concluído em 26 de novembro. A coleta ocorreu na "fonte", uma tubulação que abastece o local de acesso dos banhistas e também o tanque maior do complexo.
A análise de coliformes fecais apontou a água como "insatisfatória" e imprópria para consumo humano. "Trata-se de água em desacordo com a Portaria de Consolidação nº 5/2017 – Anexo XX, alterada pela Portaria GM /MS n° 888, de 04/05/2021. Água imprópria para consumo humano por apresentar Escherichia coli."
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