Projeto entre Polícia Ambiental e detentos devolve à natureza cerca de 5 milhões de sementes no interior de SP

  • 17/06/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Ambiental devolve à natureza ao menos 5 milhões de sementes colhidas por presos no oeste paulista Reprodução/Polícia Ambiental/SAP Uma ação conjunta entre a Polícia Ambiental e detentos ajudou a devolver cerca de cinco milhões de sementes à natureza na região de Presidente Prudente (SP), no interior paulista. Ao g1, o capitão da Polícia Ambiental no Oeste Paulista, Julio Cesar Cacciari, explicou como funciona a iniciativa de produção das chamadas "bombas de sementes", utilizadas para recuperar áreas degradadas e estimular a regeneração da vegetação nativa. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp “Elas são produzidas para favorecer a germinação e permitir o lançamento em áreas de difícil acesso. Essas bombas se transformam em uma importante ferramenta para a recuperação ambiental”, descreve o capitão. As sementes são devolvidas à natureza durante o patrulhamento náutico realizado pela Polícia Ambiental. Nesse trabalho, as equipes lançam bombas de sementes em margens de rios, áreas degradadas e locais considerados estratégicos para a recuperação da vegetação nativa. “Isso contribui para a proteção da fauna, a conservação dos recursos hídricos e o fortalecimento dos ecossistemas. A iniciativa demonstra que a proteção ambiental pode caminhar ao lado da transformação social”, afirma o capitão Cacciari. LEIA TAMBÉM: Onça-parda é resgatada após ser atropelada em rodovia no interior de SP VÍDEO: policial se passa por entregador e multa homem por maus-tratos a cão no interior de SP Com trilhas e gincanas, viveiro promove educação ambiental para crianças 🌳 Reflorestamento Polícia devolve à natureza 5 milhões de sementes colhidas por presos A parceria entre a Polícia Ambiental e a Polícia Penal começou em 2025. Atualmente, 10 detentos e, regime semiaberto participam da produção das sementes. Eles estão na Penitenciária de Osvaldo Cruz, Penitenciária I de Presidente Venceslau, Penitenciária de Caiuá e Penitenciária de Marabá Paulista. Idealizado pelo próprio Julio Cesar Cacciari, o projeto reforça como uma simples semente pode gerar muito mais que uma árvore. “Pode gerar consciência ambiental, recuperação de ecossistemas e oportunidades de recomeço”, continua o policial ambiental. Onde muitos enxergam apenas sementes, nós enxergamos futuras florestas”, observa o capitão. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), os detentos trabalham em todas as etapas do processo: coleta de sementes, preparo da terra e produção das mudas em viveiros instalados nas dependências dos presídios. As árvores utilizadas para a coleta das sementes estão localizadas em áreas próximas aos estabelecimentos penais participantes, facilitando a execução das atividades e o acompanhamento pelos servidores responsáveis. Polícia Ambiental devolve à natureza ao menos 5 milhões de sementes colhidas por presos no oeste paulista Reprodução/SAP Impactos sociais Dentre as principais espécies de sementes coletadas estão: amendoim-bravo, canafístula, flamboyant, ipê-branco, ipê-roxo, jacarandá-mimoso, moringa oleifera, acácia-amarela, cedro, tento-carolina, tamboril e urucum. “O projeto Semeando Cidadania tem como objetivo principal promover o reflorestamento e a educação ambiental, ao mesmo tempo em que oferece capacitação técnica e estimula valores como responsabilidade, cidadania e pertencimento”, aponta a secretaria. Segundo a pasta, a atividade produtiva contribui para a redução da reincidência criminal e fortalece os vínculos entre as pessoas privadas de liberdade e a sociedade. Além dos benefícios ambientais, como o aumento da biodiversidade e a recuperação de áreas degradadas, o projeto também promove impactos sociais significativos, como a diminuição do preconceito em relação às pessoas privadas de liberdade. Polícia Ambiental devolve à natureza ao menos 5 milhões de sementes colhidas por presos no oeste paulista Reprodução/Polícia Ambiental Como fazer 'bombas de sementes' em casa Tecnologia criada pelo microbiólogo japonês Masanobu Fukuoka na década de 1970, as bombas de semente consistem em bolinhas feitas com argila e as sementes, ajudando no reflorestamento. Para fazer em casa, é necessário: 1 kg de argila (em pó ou úmida); 200 g de substrato (composto orgânico); 200 g de sementes. Preparo Com argila em pó: misture todos os ingredientes e adicione água até ficar com uma textura semelhante à argila úmida. Com argila úmida: faça bolas que caibam na palma da mão, abra cada uma, adicione substrato e sementes, e feche. Nos dois casos: deixe as bombas ao sol até ficarem secas e com rachaduras. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/06/17/projeto-entre-policia-ambiental-e-detentos-devolve-a-natureza-cerca-de-5-milhoes-de-sementes-no-interior-de-sp.ghtml


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