Sistema de monitoramento bloqueia Mogi-Bertioga em dias de chuva intensa
23/01/2026
(Foto: Reprodução) CNL explica sobre critérios para interdição da Mogi-Bertioga
Desde o início do ano, a Mogi-Bertioga foi interditada duas vezes por medida de segurança em decorrência das chuvas. Para tomar a decisão, a Concessionária Novo Litoral (CNL), responsável pela administração da via, conta com um sistema de monitoramento pluviométrico que possibilita o bloqueio da rodovia nos momentos em que a chuva oferece riscos aos motoristas.
O sistema monitora 24 horas por dia a região por meio de cinco pluviômetros instalados ao longo da rodovia para avaliar as condições de segurança e estabilidade das encostas da via.
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De acordo com Guilherme Fernandez, geólogo da CNL, para a realização das intervenções é utilizada uma combinação de dois fatores. O primeiro é a chuva acumulada nos últimos três dias e o segundo é a intensidade da chuva em momentos críticos.
“Não basta só ter o volume acumulado de chuva, porque o volume em conjunto com a intensidade momentânea é o que pode causar eventuais problemas. A junção dessas duas informações que vão gerar os fatores de risco que temos pontuados no nosso sistema”, explica.
Segundo o diretor de engenharia e operações da CNL, Augusto Schein, a partir dessas duas variáveis é instituído um nível do Coeficiente de Precipitação Crítica (CPC), que consegue indicar quando é necessário realizar alterações no fluxo da rodovia por conta do tempo.
“Assim que as condições arrefecerem [voltarem ao normal], libera a operação da via. No nosso procedimento também existe a inspeção com uma equipe especializada, que já foi treinada para isso. Avaliam o que está acontecendo, o que aconteceu naquele momento e depois fazem a nossa liberação segura para os nossos usuários”, complementou o diretor.
“Nenhum usuário vai ser colocado em risco, se tivermos algum evento de alerta. Isso é muito importante.”
Trecho de serra da Mogi-Bertioga ficou totalmente interditado duas vezes em 2026
Basílio Magno/TV Diário
Segurança da rodovia
A Rodovia Mogi-Bertioga é mais segura quando comparada a um ano atrás, diz a CNL.
“As vezes tem inúmeros riachos naquela região que precisam ser canalizados para que na rodovia eles cheguem e vão direto para a drenagem. O que já fizemos? A gente disciplinou, encaminhou essas águas em inúmeros pontos”, apontou o diretor de engenharia e operações da CNL, Augusto Schein.
Segundo ele, ao longo do ano de 2025, quando a CNL assumiu a administração da rodovia, foram feitas diversas outras ações para minimizar o impacto da natureza na via.
“A gente prepara a operação verão no inverno. Não esperamos acontecer para depois ter que interditar. Desobstruímos e consertamos as drenagens da rodovia e elas são mantidas assim. [...] Outro ponto é, tiramos inúmeras rochas soltas na floresta que estavam na projeção da rodovia.”
Ele explica que foi feito todo o mapeamento da região da serra e as rochas foram retiradas. “É melhor a gente tirar de maneira ordenada e disciplinada do que esperar que a natureza faça”.
Relembre os casos
Este ano aconteceram duas interdições na Mogi-Bertioga.
A primeira foi no dia 4 de janeiro. A via passou o dia com interdições por segurança devido ao alto volume de chuvas que acarretaram em um deslizamento de terra no km 89.
A decisão foi tomada após o volume de chuva na região atingir quase 200 milímetros em 72 horas, índice acima do limite considerado seguro.
A segunda aconteceu nesta segunda-feira (19), após a concessionária Novo Litoral registrar aproximadamente 190 milímetros em 72 horas.
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