União Brasil em SP critica articulação para Ciro Nogueira liderar federação com PP e fala em risco de ruptura
13/04/2026
(Foto: Reprodução) Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025.
Andressa Anholete/Agência Senado
O União Brasil em São Paulo criticou, nesta segunda-feira (13), a articulação para que o senador piauense Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), assuma o comando da futura federação entre os dois partidos.
No final de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a federação União Progressista. Esta é a quinta federação partidária do país (leia mais abaixo).
🔎Em uma federação, dois ou mais partidos se unem e passam a atuar como uma única agremiação política após o registro na Justiça Eleitoral por, no mínimo, quatro anos.
Em comunicado, assinado pelo deputado federal e presidente estadual do União Brasil, Alexandre Leite, a sigla afirma que não aceitará que o comando da federação fique com lideranças “alheias à realidade e aos desafios” de São Paulo.
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O texto diz que a política paulista “exige protagonismo local” e que o partido não aceitará ser “governado por procuração” (leia abaixo nota na íntegra).
Embora declare “profundo respeito” a Ciro Nogueira, a nota do União Brasil em São Paulo deixa claro que é contra a possibilidade de o senador assumir a liderança da futura federação. O comunicado afirma que o partido não se sujeitará “a uma presidência que não tenha raízes no solo paulista”.
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O texto também critica a condução das negociações com o PP. Segundo a nota, após um período de fortalecimento partidário e atração de novas lideranças durante a janela eleitoral, “o destino de deputados e pré-candidatos” não pode ser tratado como “moeda de troca em acordos de cúpula”.
“Parcerias se constroem com diálogo e respeito mútuo, e não por meio de tentativas sorrateiras de extorsão”, diz a nota.
O União Brasil em São Paulo afirma ainda que, se o impasse não for resolvido, levará o caso à Executiva Nacional e atuará para inviabilizar a aliança. Segundo o texto, a insistência nesse arranjo pode “irradiar instabilidade” no projeto eleitoral.
O senador Ciro Nogueira não se pronunciou até a última atualização desta reportagem.
União Progressista
O pedido de federação dos partidos União Brasil e Progressistas (PP), feito ao TSE em dezembro do ano passado e agora autorizado, atende à legislação para vigorar na eleição de 2026, marcada para 4 de outubro.
O TSE já registrou outras quatro federações: Renovação Solidária, Brasil da Esperança, PSDB Cidadania e PSOL Rede.
A relatora do caso, ministra Estela Aranha, disse que o União Brasil e o PP entregaram toda a documentação exigida pela Corte eleitoral. O plenário acompanhou integralmente o voto da relatora, sem divergências.
A federação União Progressista passa a representar a maior força partidária do país — e peça-chave na disputa eleitoral deste ano.
A aliança terá a maior bancada de deputados na Câmara, o maior número de prefeitos e as maiores fatias de recursos públicos para campanhas e despesas partidárias.